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eu nunca tive a oportunidade de ver new order ao vivo. quisera que você comparta a sua experiência comigo: quántas vezes viu eles, quando, o que é que você sintiu, etc.

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Depois de 13 anos de espera (fiz as contas agora, não achei que tivesse demorado tanto!), finalmente consegui ver os malditos errando ao vivo e, melhor, eles nem erraram tanto assim. Foi em 26 de maio deste ano, em Paris, num auditório chamado Le Zénith. Não é por que é primeiro mundo (na verdade, acho que é por isso mesmo!), mas o pico é dos melhores que eu já fui em termos de acomodação, aparelhagem, acústica e prestação de serviços durante o espetáculo. O set list: 1- Cristal, 2- Transmission (infelizmente, não há como substituir o vocal poderoso do Ian curtis, viu, Barney?), 3- Regret, 4- Ceremony, 5- 60 Miles An Hour, 6- Atmosphere (não dá mesmo, Berney!), 7- Brutal (ninguém, absolutamente ninguém, conhecia essa música: só eu cantei, e cantei bem alto!), 8- Close Range, 9- She's Lost Control (ficou boa!), 10- Bizarre Love Triangle, 11- True Faith (em nova roupagem, meio tecno, meio trance, ficou bem legal), 12- Temptation, 13- Love Will Tear Us Apart (acho que, se o Ian não tivesse se enforcado, iria mudar o nome da banda para New Order de qualquer jeito e esse seria o primeiro single, de tão bem que calhou com o estilo do NO), 1.º Bis: 14- Digital (de longe, a melhor do show - nessa hora, eu corri para a pista, pois foi impossível ficar parado!), 15- Rock The Shack, 16- Blue Monday (a segunda melhor, deu aquele gostinho de início dos anos 80, bem Top Of The Pops) e 2.º Bis: 17- Your Silent Face (o Barney acertou todas as notas do seu riff introdutório na gaitinha hering!!!). Enfim, não precisa dizer porque, mas foi disparado o melhor show que eu já assisti na vida. Duas semanas depois, fui assisti-los no Finsbury Park, em Londres (09/06), bem em clima de fim de festa: chuva, lamaceira, o Barney agradecendo em francês (viajadão!), várias bichas inglesas dando em cima de nós (eu e meus camaradas). A lista foi praticamente a mesma, só incluiram World In Motion, pois a Inglaterra ainda não havia sido elimidada pelo gol cagado do Ronaldinho Gaúcho, eles tavam achando que iriam longe na Copa. Enfim ,valeu a pena fazer a viagem mais cara da minha vida somente em função desses quatro mancunianos de uma figa, que só me fazem torrar meu pobre dinheirinho.

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Como estou com preguiça de ficar digitando, vou copiar e colar a resenha dos shows que fiz para a Dynamite. Lembrem-se que esta é uma matéria feita para uma revista, tive que me controlar para não parecer apenas um fã abobalhado.

New Order – Brixton Academy – Londres – 11 e 12/10/2001

By Ricardo "Cebola" Fernandes

A expectativa para os shows do New Order em Londres era grande. Após lançar o ótimo álbum "Get Ready" o grupo fazia finalmente a primeira turnê pelo Reino Unido em oito anos. A procura pelos ingressos foi intensa: no final de agosto as duas datas agendadas para os dias 10 e 11 de outubro no Brixton Academy se mostraram insuficientes e um terceiro show foi marcado para o dia 12. Acabei perdendo a primeira noite em Londres, justamente aquela em que Bobby Gillespie do Primal Scream apareceu para cantar "Rock The Shack", repetindo sua participação no disco. Depois ao conferir o set list desta apresentação, percebi que o repertório dos três shows foi praticamente o mesmo. O show do dia 12 foi um pouco melhor porque Bernard Sumner estava mais falante e todos pareciam estar mais à vontade. O baixista Peter Hook estava à vontade até demais: não parou de fazer gracejos e acenos para a minha namorada que estava me aguardando próximo ao pit dos fotógrafos. O pior foi que nem consegui entrar lá para bater as fotos!

O show começou muito bem com "Crystal", o primeiro single extraído do novo álbum. O grupo parece ter se livrado de vez da bucha chamada Billy Corgan (que se convidou como guitarrista de apoio para alguns shows nos Estados Unidos e Canadá) e agora em seu lugar está Phil Cunningham. Logo de cara dá para perceber que o som do New Order está mais rock do que no disco, talvez mais rock do que nunca. Em seguida veio uma versão energética de "Transmission", o momento máximo para os fãs do Joy Division que como eu nunca tiveram a oportunidade de ver o grupo se apresentando em 1979 ou 1980. "Transmission" tornou-se a música que melhor simbolizou o Joy Division ao vivo e é uma enorme satisfação ver o New Order voltar a tocar esta música regularmente em seus shows depois de vinte e um anos. É neste momento que se percebe que o New Order e o Joy Division são a mesma banda e que músicas como as presentes no novo disco não ficam parecendo alienígenas perto dos clássicos compostos na época de Ian Curtis.

Músicas novas em folha como "60 Miles An Hour" e "Close Range" vão se encaixando no meio de mais músicas do Joy como "Ceremony" e "Atmosphere". O show vai fluindo bem e o público chega ao máximo do entusiasmo nas músicas mais eletrônicas da década de 80, como "Touched By The Hand Of God", "True Faith" e "Bizarre Love Triangle", onde o baterista Steve Morris vai para os teclados e Bernard Sumner larga a guitarra para mostrar sua peculiar dança feita de pulinhos. Nestas músicas a tecladista Gillian Gilbert acaba fazendo falta, afastada das apresentações ao vivo para cuidar de sua filha menor que possui uma rara e grave doença.

Por fim vêm "Temptation" e "Love Will Tear Us Apart", com a banda abandonando o palco. No dia do último show todos se recolhem menos Peter Hook, que se recusa a parar de tocar e emenda solitariamente os riffs de "Age Of Consent". No bis ele acabou fazendo o mesmo. Ao final de "Blue Monday" começou a tocar sozinho "Dreams Never End", como se não quisesse terminar o show. Quando Hooky finalmente finalizou sua pequena apresentação, me liguei de uma coisa: não havia sido tocada nenhuma música de "Low Life" ou "Technique", dois de seus melhores discos, e ainda assim havia repertório suficiente para um show repleto de clássicos! Realmente poucas bandas têm a sorte de ter um passado (e até mesmo um presente) como o New Order.

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