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A Festa Nunca Termina - Estréia em São Paulo

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Tomada da reconstrução, feita para o filme, do lendário clube Haçienda, de Manchester.

Anthony (Steve Coogan) e Lindsay Wilson (Shirley Henderson) são o casal que fazem as coisas acontecerem.

Tony Wilson (Steve Coogan) é um apresentador de TV que, depois de um show dos Sex Pistols, resolve montar uma gravadora

A gravadora em si, Factory, inicia uma cadeia de acontecimentos que acabam culminando nas melhores festas da época, nos idos de 1989, no clube Haçienda.

O ator Steve Coogan, que interpreta Tony Wilson, conversa com o diretor Michael Winterbottom.

Apresentando o Joy Division cinematográfico: Ian Curtis (Sean Harris), Steve Brotherdale (Tim Horrocks), Bernard Summer (John Simm) e Peter Hook (Ralf Little).

Com a morte do vocalista Ian Curtis, o Joy Division, 1ª banda da Factory, vira o New Order, a mais famosa.

Happy Mondays caracterizado: a única banda que justificou o termo cunhado na época para retratar o período que ocorria na cidade - Madchester.

Mesmo do New Order faz carão na entrada do clube Haçienda

  • onde começou a disseminação da cultura do ecstasy.

Direção: Michael Winterbottom Elenco: Steve Coogan, Shirley Henderson, Johm Simm, Ralph Little Sinopse:"24 Hour Party People" conta a história da cena musical de Manchester, composta pela gravadora Factory, o clube Haçienda e bandas como Joy Division, New Order e Happy Mondays, com base no homem que catalisou isso, Tony Wilson. Crítica da Reuters

Assista ao trailer:

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Notem que na foto do Joy Division, o cara que escreveu isto é tão bem informado que sabe até o nome do baterista do Warsaw :laugh:

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CINEMA O pop britânico fala alto no cinema 20/Mai/2002

24 Hour Party People, que estreou em Cannes na semana passada, tem tudo para se transformar no ‘queridinho’ filme cult de 2002

por KLEBER MENDONÇA FILHO Enviado especial

CANNES – O candidato a cult de 2002 chama-se 24 Hour Party People (Inglaterra, 2002), de Michael Winterbottom, pop-filme que participa da Mostra Competitiva, no Festival de Cannes. Trata-se de um relato estridente, carinhoso e muito engraçado da cena musical de Manchester, Inglaterra, entre 1976 e 1992, período que cobre do punk ao acid house até o início da cultura ecstasy + DJ. Tem como guia o homem que esteve por trás de toda essa movimentação, Tony Wilson, um apresentador de TV formado em Cambridge que, com um seleto grupo de ‘idiotas’, agitou a cena pop de lá criando o selo Factory, a boate Hacienda e preparando o terreno para o surgimento de bandas hoje clássicas do pop como Joy Division, New Order e Happy Mondays.

Todo rodado em formato digital (DV), 24 Hour Party People é ficção, com forte dose de documento, muito embora o alter-ego de Wilson no filme (o ótimo ator Steve Coogan) deixe bem claro, citando John Ford, que “na dúvida entre a verdade e a lenda, fique sempre com a lenda”. E são muitas as lendas, como seria de esperar de um movimento (ou ‘cena’) protagonizada por tanta gente que quis, e fez, muita arte, nos múltiplos sentidos dessa já muy gasta palavra.

Wilson tinha um programa de TV regional (exibido pela Granada Television) que abriu espaço para bandas como The Sex Pistols e Siouxie and the Banshees, ainda nos anos 70. Descobriu o Joy Division e o filme presta solene tributo a Ian Curtis, estourando na trilha sonora troféus da banda como She’s lost control, Love will tear us apart e Atmosphere. O ator encarregado de ressuscitar Curtis (que enforcou-se em 1980 para uma Manchester estupefata), Sean Harris, é incrível, e dá ao filme um ar de documentário.

Surge então o New Order. O disco Blue Monday transforma-se no compacto de 12 polegadas mais vendido da história e, nem por isso, Wilson e os seus amigos, à frente da Factory, mudam a base de um business (negócio) que não era exatamente ‘business’: o contrato foi escrito em sangue numa folha de papel por todos eles e previa total liberdade para os artistas que ali gravassem, e 50% de quaisquer que fossem os lucros.

É difícil assistir a 24 Hour Party People e não lembrar do que aconteceu no Recife nos anos 90 (manguebeat), ou em Seattle (grunge). O filme é engraçado de uma maneira britânica e na sua forma pop. Cheio de falas tipo “o jazz é o último refúgio dos que não têm nenhum talento” (dita por Wilson) ou “A guitarra fica muito bem pendurada em você, agora tente tocá-la” (essa do produtor Martin Hannett, para alguém do New Order), 24 Hour Party People prova que são os ingleses que devem ter preferência nos filmes sobre música.

Norte-americanos fazendo pop-rock-filmes resultam em coisinhas flácidas como os recentes Quase Famosos e Alta Fidelidade. Já os ingleses, que fizeram Velvet Goldmine, The Commitments, Pink Floyd: the Wall, O Lixo e a Fúria e, agora, esse aqui, dão ao formato dignidade. Britânicos têm conhecimento de causa e a emoção que imprimem a esse tipo de tema me parece 100% genuína.

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Finalmente estreou o filme mais esperado do ano em SP e finalmente eu pude assisti-lo na telona de uma sala de cinema, com um balde de pipoca de um lado e, do outro, um balde de guaraná que só serve pra dar vontade de ir ao banheiro na parte final do filme. Fui assisti-lo neste domingo e, de tão extasiado que eu estava, só me lembro de outras duas oportunidades nas quais eu fui a um cinema com tanta ansiedade: mais recentemente, pra ver a reestréia de "O Exorcista", com os minutos a mais e a Regan descendo a escada do avesso (aliás, na minha opinião, esse é o melhor filme de todos os tempos); antes disso, quase não dormi na véspera de assistir "Os Trapalhões e As Minas Do Rei Salomão" (da época que eu não mudava de canal quando o Renato Aragão aparecia na TV). Bons tempos...

Mas esse "24HPP" é excelente. Não só superou minhas expectativas como foi além. E falo isso pela forte influência (no roteiro e na direção) da escola Monty Python de humor, que, por excelência, confunde-se com o próprio estilo inglês de fazer graça. E melhor: se o filme não era pra ser uma comédia, isso o torna mais peculiarmente engraçado. A narrativa é concisa (e precisa), nada é "over"; é como se os temperos fossem usados na medida certa: o famoso volume exato do Yakult para sempre se querer tomar mais um. A caracterização de época é um dos pontos fortes, bem como a personalização dos elementos humanos nada deixa a desejar. Aliás, não conheço pessoalmente o Sr. Anthony Wilson, mas, embora seus aspectos psicológicos mais negativos possam ter sido "atenuados", creio que sua arrogância e sua ingenuidade "malandramente calculada", mostradas à exaustão em "24HPP", nada mais é do que uma cópia fidelíssima da realidade. Enfim, merece nota 9 (a mesma nota da trilogia "De Volta Para O Futuro"; para "O Exorcista" eu dou 9,5) com louvor e, no mais, seu lançamento serviu para compensar minha frustração com a infelicidade chamada "Retro".

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Comprei o DVD na segunda. Curiosidades do mercado de DVD's luso: estava disponível em aluguer nas lojas desde Janeiro, mas só foi colocado à venda nesse dia. Dá pra acreditar?

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Originally posted by Monsieur Round&Round Comprei o DVD na segunda.Curiosidades do mercado de DVD's luso:estava disponível em aluguer nas lojas desde Janeiro, mas só foi colocado à venda nesse dia.Dá pra acreditar?

Mas todos os países não fazem isto? Colocar primeiro para aluguel e somente depois para venda?

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Originally posted by Ricardo > Originally posted by Monsieur Round&Round Comprei o DVD na segunda.Curiosidades do mercado de DVD's luso:estava disponível em aluguer nas lojas desde Janeiro, mas só foi colocado à venda nesse dia.Dá pra acreditar?

Mas todos os países não fazem isto? Colocar primeiro para aluguel e somente depois para venda?

  • Aqui na Argentina uma sola Loja do Aluguel tem 24hsPP desde o mes do Abril , ja alugue como 4 veces - jajaja !!!
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Recebi ontem meu DVD duplo inglês ( Ricardo consegui fazer ele funcionar aqui :D graças ao Peter Petrou que enviou-me o código de área zero para meu DVD ).Esse filme é muito divertido e nostálgico.Fica como minha parte favorita Atmosphere no velório do Ian Curtis ( rest in peace man :angel2: ).No DVD 2 tem um bate-papo da galera assistindo o filme num barzinho aconchegante :beer: onde o Peter Hook fala de um momento quando tocaram no Brasil.Vale a pena ver :D

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Originally posted by Ricardo > Originally posted by Monsieur Round&Round Comprei o DVD na segunda.Curiosidades do mercado de DVD's luso:estava disponível em aluguer nas lojas desde Janeiro, mas só foi colocado à venda nesse dia.Dá pra acreditar?

Mas todos os países não fazem isto? Colocar primeiro para aluguel e somente depois para venda?

Não com todas as edições! E quando o fazem, pelo menos por aqui, não é com MESES de diferença...

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