Acredito que a maioria de vocês não saiba disto, mas na semana passada eu viajei para a Inglaterra para ver o New Order ao vivo. Voltei ontem e eu juro que tentei escrever este relatório no mesmo dia, mas o jetlag falou mais alto.
Quando fiquei sabendo que o New Order faria um show no Apollo em Manchester no dia 14 de novembro comprei um ingresso (na verdade dois) na mesma hora. Nem sabia se poderia assistir de fato o show, mas estava disposto até mesmo a fazer um bate-e-volta de quatro dias, aproveitando o feriado do dia 15 de novembro. Por sorte, estava com alguns dias pendentes das minhas férias do ano retrasado (sim, retrasado) e consegui enforcar a semana inteira. Perfeito! Era isto mesmo que eu queria: uma semana na Inglaterra.
Para que o relatório não fique muito extenso, vou comentar somente os fatos da viagem relacionados ao New Order.
Boa parte da diversão começou bem antes do show. Os malucos do NewOrderOnline marcaram um encontro no pub às 14h00! Cheguei no Joshua Brooks, quase ao lado de onde ficavam os escritórios da Factory Records, por volta de 15h35. Assim que entrei no lugar já ouvi alguns gritos de "Ricardo! Ricardo!" no melhor sotaque britânico. Eram figurinhas carimbadas como Al Jarvis e Liam Core, que eu já havia conhecido em minha outra viagem à Inglaterra. O pub estava cheio de onliners e ficou completamente lotado deles nas horas seguintes. Foi muito bom poder conversar e beber com toda aquela gente. Alguns não acreditavam que eu havia vindo do Brasil para assistir o show. A receptividade que tive foi imensa e a quantidade de cerveja que pagaram para mim foi maior ainda. Como consequência disto, algumas coisas ficaram um pouco nubladas na minha memória. Por exemplo, eu nem lembrava que esta foto havia sido batida (eu sou o cara da esquerda, caso vocês não saibam).
Saí do pub a tempo de pegar o show de abertura do A Certain Ratio. O Apollo ainda estava meio vazio e assisti o show bem de perto. Foi um pouco decepcionante, para falar a verdade. Um daqueles casos clássicos de banda que é melhor em disco do que ao vivo. Acabei ficando lá na frente para o show do... NEW ORDER!
Quando o muito gordo Alan Wise subiu ao palco para fazer sua tradicional introdução eu mal podia acreditar que o momento estava chegando. Eis que a banda sobe ao palco, cada um toma suas posições e "Ceremony" abre o show de forma monumental. O que se viu daí para frente foi uma sucessão de clássicos como "Love Vigilantes", "Crystal", "True Faith" e "Temptation". Chega a ser quase impossível destacar uma ou outra música, mas "Bizarre Love Triangle", com Barney caindo de joelhos fazendo referência à letra da música, e a super energética "Warsaw" no bis foram momentos especiais para mim. Com exceção de "Turn" e "Shadowplay", adições recentes ao setlist que não funcionaram muito bem ao vivo, foi um show perfeito. Dezoito músicas no total, sendo quatro do Joy Division no bis. O que mais eu poderia querer?
Tirei muitas fotos durante o show, sendo que algumas delas podem ser vistas abaixo. Caso alguém queira ver as mais de 90 fotos que eu tirei, basta dar uma olhadinha neste tópico aqui.









Após o show eu só conseguia dizer "fucking great". Alex Staszko (o melhor link entre a banda e os fãs) estava distribuindo credenciais para o aftershow e peguei uma delas. Fiquei conversando com uma pessoa, mais uma, depois outra, até que perdi todo mundo de vista. Encontrei algumas pessoas que estavam no pub conosco, entrei num táxi com eles e descobri que... havia ido para a festa errada! Depois fiquei sabendo que o aftershow oficial contou com a presença de todos do New Order, com exceção do Peter Hook. Um monte de gente conversou e tirou fotos com a banda e eu perdi esta oportunidade. Alguma coisa tinha que dar errado para mim. Vejam abaixo o meu bilhete premiado, cujo prêmio nunca retirei.

Minhas aventuras neworderianas ainda não haviam acabado. Dois dias depois em Londres ocorreu a cerimônia de entrega do prêmio do UK Music Hall Of Fame no imenso Alexandra Palace. O New Order foi um dos homenageados e através do NewOrderOnline consegui sem custo algum um dos (extremamente caros) ingressos, pois os organizadores queriam alguns fãs para representar a banda. Apesar da acústica não muito favorável do lugar, o som era alto e cristalino. O grupo tocou apenas duas músicas ("Regret" e "Love Will Tear Us Apart") mas foi fantástico assim mesmo. Como bônus, ainda vi o Peter Hook tocando "Ever Fallen In Love (With Someone You Shouldn’t’ve)?" com a banda tributo ao John Peel.
Inesquecível, para dizer o mínimo.