Esqueci de contar outra vacilada do nosso amigo Luis na Europa. Encontramos (eu e minha namorada) o Luis e o Rico em Londres, no domingo 06/06, conforme combinado, para assistirmos todos juntos o show no Finsbury Park. Sugeri a eles que, na segunda, fôssemos a Manchester/Macclesfield, que aceitaram prontamente. Avisei, então, que ligaria logo cedo para o apto. onde eles filavam a estadia, pois eu me incumbi de pesquisar os preços das passagens. Eu e minha namorada, pessoas decentes, estávamos pagando 30 pounds por noite num puleiro Bed&Breakfast perto da Victoria Station, enquanto os dois caras-de-pau já estavam abancados há uma semana num baita flat de um camarada deles (brasileiro, vejam só!) perto da Baker St. Disseram que não caberia mais dois, mas quando lá nos encontramos no domingo antes do show, pensei: se esse apê fosse na Praia Grande, a 5km da praia e se fosse Carnaval, nessa hora eu estaria vendo uns 15 colchões no chão e umas 30 pessoas espalhadas por tudo que é canto. Mas, fazer o quê, né? Enfim, na manhã da segunda, liguei e ninguém atendeu. Deixei recado, dizendo que o mais barato era o National Express das 13h e que nós iríamos comprar 2 bilhetes. Lá pelas 11h, liguei de novo e... nada. Pouco antes das 13h, já conformado que não iríamos junto, liguei e, recado de novo, pedi que eles fossem também, que não perdessem a oportunidade, pois encontrarmos por lá iria ser meio difícil, já que ninguém estava com celular. Assim, eu e minha namorada fomos a Manchester, conhecemos os "pontos turísticos" relacionados à "família New Order" e, melhor, fomos a Macclesfield e finalmente pude ver a pedra memorial do Ian Curtis no Crematório/Cemitério Municipal. Tirei várias fotos do local e, assim que possível, colocarei neste site para vossa apreciação. Foi fantástico, pois pude reverter a frustração de outra viagem que fiz em 1999. Eu estava acompanhado da minha mãe e estávamos hospedados em York (cerca de 150km a leste de Manchester). Sugeri a ela que, por um dia, fôssemos visitar Manchester, uma "cidade histórica da revolução industrial, com uma bela catedral gótica, um paço municipal dos mais bonitos da GBR, etc., etc...". Depois do almoço, larguei-a na Piccadily Sq e peguei o trem para Macclesfield. Cheguei no crematório às 16h30 (o escritório de informações já estava fechado), com o céu de inverno já cinza-chumbo, quase "noite". Na pressa, não consegui encontrar a tal pedra, pois está no meio de mais umas mil, sem qualquer ordenação lógica. Havia prometido a minha mãe voltar p/ Manchester por volta das 18h. Já eram quase 17h30 quando dei as buscas por encerradas e disparei rumo à estação (cerca de 6km) para pegar o trem das 17h45. Cheguei lá, vi que essa linha não funcionava naquele dia, o próximo seria das 18h15. Eu já está mais do que injuriado. Quando o trem chegou, estava lotado dos mais simpáticos hoolinghans que rumavam para o Old Trafford assistir o jogo do Manchester United contra o Liverpool (clássico regional). Depois desse sufoco (que não é tanto para quem costumava pegar o Jd. Irene lotado de corintianos até o Morumbi), o pior estava por vir: 19h, noite fechada, cerca de 5ºC, todas as lojas da Piccadily Sq fechadas e minha mãe, tremendo de frio na calçada, propiciou uma das cenas mais grotescas que um inglês poderia assistir: dois latinos-portugueses-que-mais-parecem-italianos brigando em, puro português gritado, em pleno coração da Ilha da Grã-Bretanha. Lamentável, mas, 3 anos depois, consegui finalizar essa tarefa. E o vacilão do Luis, agora que o Lula é nosso líder, quero ver quando poderá fazer isso de novo. Abraço a todos.