Todo esse parlatório foi porque eu falei que, na época do show do NO no Brasil, a banda estava super na moda, era coisa de mauricinho.
Bem, o que eu quis dizer é que, da mesma maneira que nós temos "sons de determinados verões", ou seja, músicas ou bandas que estouram durante um determinado período de um determinado ano, tocam em tudo que é rádio, ficam em primeiro lugar em tudo que é parada de sucesso, têm seus discos lançados em prateleiras dos Carrefour, Lojas Americanas e Pãos de Açúcar da vida e que, obviamente, são idolatradas por pessoas (somente e somente durante esse período "mágico" de sucesso estrondoso) que idolatram qualquer tipo de som que estiver em primeiro lugar, quer seja New Order, É O Tchan, Sandy & Junior, Leandro & Leonardo, etc. etc. E, embora eu tenha citado artistas popularescos junto com o NO, na verdade foi isso mesmo que aconteceu com a banda, em termos de fenômeno de sucesso, aqui no Brasil em 1988, e que, nos anos seguintes, aconteceria com a lambada (alguém aí lembra do Kaoma?), com o breganejo, até mesmo com bandas "para iniciados" como Guns N'Roses e Faith No More.
Hoje em dia, sim, concordo que NO está restrito a uma certa parte da população que está inteirada com termos como "single", "box set", e outras peculiaridades. Só que dá bem pra definir quem gosta MESMO da banda ou é só um cara "in" que quer aparecer.
Explico e termino citando um diálogo entre dois DJs que eu ouvi há uns 2 ou 3 dias atrás, em plena rádio Metropolitana (que se considera antenada com as últimas da música eletrônica no mundo):
DJ 1: "Vocês acabaram de ouvir (não lembro o nome), cujo líder se declarou grande fã do Duran Duran."
DJ 2: "Duran Duran... grande banda, dancei muito ao som dela. Até o vocalista dos Strokes (!) se declarou fã do Duran Duran e dos Pet Shop Boys... bons tempos aqueles, né?"
DJ 1: "Agora só falta o New Order voltar!..."
Aí eu desliguei o rádio.