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Technique

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Alguma razão especial para eles não terem tocado NENHUMA faixa do Technique na última turnê? Quero dizer, parece meio estranho, já que eu acho que é o álbum mais vendido, ao lado do Substance. :scratch:

Não devem ter enjoado de todas as faixas uma a uma, até porque, se fosse por isso, Hook e Bernard declararam que não aguentam sequer lembrar de Blue Monday.

É muito estranho ter shows do New Order sem Round and Round, assim como é injustificável ver o Depeche Mode não tocar Strangelove. A impressão que eu tenho é de que o Technique é o disco mais lembrado pelos fãs no Brasil. Será assim tão diferente na Europa?

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Na pequena Tour de 98 foram tocadas : Run,Fine Time e Guity Partner.Foi terrível as versões destas,em GP eles começaram e com 30 segundos tiveram de parar para recomeçar a música pois eles não estavam em sintonia.

Coloco em jogo três suposições :

1.Ausência da Gillian,essas músicas exigem certo tempo para ensaiar e programar os sequencers.Phil não teve tempo suficiente para isso.

2.Eles preferiram tocar músicas do Joy Division.

3.A voz do Barney não é mais a mesma.

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Originally posted by Barton Street 77 Ausência da Gillian,essas músicas exigem certo tempo para ensaiar e programar os sequencers.Phil não teve tempo suficiente para isso.

Boa idéia. Faz bastante sentido.

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Originally posted by Saville Associate > Originally posted by Barton Street 77 Ausência da Gillian,essas músicas exigem certo tempo para ensaiar e programar os sequencers.Phil não teve tempo suficiente para isso.

Boa idéia. Faz bastante sentido.

Eu também concordo, pois a preguiça do Barney é monstruosa, e tocar aquelas musicas dá muito trabalho... :sleep:

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Originally posted by Saville Associate > Originally posted by Barton Street 77 Ausência da Gillian,essas músicas exigem certo tempo para ensaiar e programar os sequencers.Phil não teve tempo suficiente para isso.

Boa idéia. Faz bastante sentido. Faz sentido, porém não é ninguém da banda que faz as programações, eles repassam esta tarefa para terceiros, como o Roger Lyons, que fez a maioria das programações da última turnê.

Eu também não sei o motivo deles não tocarem mais músicas do "Technique", deve ser porquê elas ficam uma droga ao vivo. Gostaria de um dia perguntar isto para eles. ;)

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Não concordo que todas as músicas do Technique não ficam legais ao vivo.Fine Time,Guilty partner,Vanishing Point e Mr.Disco não ficam bem mas existem outras que ficam excelentes como Run,All the Way e Round & Round.

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É só a minha opinião, mas a versão de Round and Round tocada na Republic Tour ficou muito, muito boa.

Pra variar, só não ficou 100% porque o Bernard 'lazy bastard' Sumner esqueceu ou não quis tocar guitarra.

...E isso, porque R&R nem é a minha favorita do álbum. Dream Attack também sempre cai bem.

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Originally posted by Barton Street 77 Não concordo que todas as músicas do Technique não ficam legais ao vivo.Fine Time,Guilty partner,Vanishing Point e Mr.Disco não ficam bem mas existem outras que ficam excelentes como Run,All the Way e Round & Round.

Round & Round ao vivo fica muito legal, basta o Barney não fazer besteira...

Claro que a programação é feita por terceiros, né...imagina se fosse feita pelo Barney !!! :laugh::laugh:

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Se fosse feita por ele, seria com paus e pedras. :nonono:

Eu tinha lido em algum site que as programações da Get Ready Tour haviam sido encomendadas aos Chemical Brothers, mas se terminaram ficando a cargo do Roger Lyons... bom, não deve fazer tanta diferença. Programar não é criar, afinal de contas.

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Tá bom, tá bom... Eu também gosto de "Round & Round" ao vivo, confesso que até de "Mr. Disco" ao vivo eu gosto. Digamos que a maioria das músicas do "Technique" fica uma droga ao vivo.

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eu gosto das musicas do technique ao vivo, principalmente quando fora de ritmo...

aquele bootleg de 1993 amarelo ouço direto.

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Originally posted by Saville Associate (...) Programar não é criar, afinal de contas.

Sr. Associado a Saville Concordo que programar não é criar, mas dá infinitamente mais trabalho, suadeira e problemas na vista. E é mais gratificante, pois trata-se da estrutura principal da música, não só a programação eletrônica como tb o arranjo tradicional, que hoje em dia se faz dentro de um computador, quer para gravação, quer para ensaio. Eu, particularmente, prefiro muito mais perder 6 horas na frente de um Pro Tools da vida do que dedilhando uma guitarra (coisa que eu não faço a mínima idéia como se faz).

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E tem mais:

Na minha opinião, "Fine Time" não só é um estupendo clássico (não só do NO, mas de um gênero inteiro), pela sua estrutura, melodias e efeitos desencontrados, batidas arrasadoras e uma linha de baixo assombrosa no final. É um clássico que antecipou, em no mínimo 4 anos, a onda da nova música eletrônica da déc. de 90, que veio a estourar somente em 1992-93 com Altern 8, Prodigy, Future Sound Of London e outros. Na época (88-89), "música eletrônica" tinha 3 conotações: ou era um EBM belgo-alemão, duro, travado, não-progressivo e inacessível ao gde público, ou, ao contrário, era um acid-house superficial, feito para rádios tipo Jovem Pan, com melodias chicletudas cantadas por mulheres, de onde só se salvava o tsk-tsk e o bumbo. Tinha também a turma do tecnopop, como Cabaret Voltaire, Depeche Mode e Ultravox, que estavam mais pra pop do que pra tecno. Outros "papas" da eletrônica dos 90 só surgiriam BEM depois, como Fatboy Slim (basta lembrar que em 89 o Norman Cook era um mero baixista dos infames Housemartins, aqueles do "pa-pa-pa-papel") e os Chemical Brothers (que pagaram tributo em "Out Of Control").

Ou seja, pó pô sequenciadores no lance ao vivo, sem problema nenhum. Pra quem já tocou "Blue Monday" totalmente pré-programado no Top Of The Pops, para uma platéia que só não ficou parada por que o diretor do programa não deixou, o que é programar a melhor dance track do mundo para um show?

Aliás, uma pergunta: a poética "letra" de Fine Time é sobre o famoso "trabalho-de-sopro"?

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Perfeitamente, Dr. Renato.

De fato, a tecnologia e suas aplicações revelam-se infinitamente interessantes não apenas na música, mas também em um sem-número de outras áreas do conhecimento humano. Se eu fosse músico, tocaria teclados/sintetizadores com toda certeza, pois foi o tipo de som que me cativou desde criança.

Agora, com relação ao digníssimo Sr. Bernard Sumner... bom, talvez devêssemos consultá-lo e confirmar sua opinião, mas quer me parecer que o mesmo não iria se dispor a passar as referidas cinco ou seis horas diante do Pro Tools. O que talvez chegue a ser uma pena, mas não lastimável, desde que ele continue criando suas melodias ímpares na indústria do entretenimento. :)

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Originally posted by Saville Associate Perfeitamente, Dr. Renato.De fato, a tecnologia e suas aplicações revelam-se infinitamente interessantes não apenas na música, mas também em um sem-número de outras áreas do conhecimento humano. Se eu fosse músico, tocaria teclados/sintetizadores com toda certeza, pois foi o tipo de som que me cativou desde criança.Agora, com relação ao digníssimo Sr. Bernard Sumner... bom, talvez devêssemos consultá-lo e confirmar sua opinião, mas quer me parecer que o mesmo não iria se dispor a passar as referidas cinco ou seis horas diante do Pro Tools. O que talvez chegue a ser uma pena, mas não lastimável, desde que ele continue criando suas melodias ímpares na indústria do entretenimento. :)

Há um tempo atrás eu achava que o negócio do Sr. Sumner era apertar botõezinhos, nada mais de guitarra. Hoje em dia, acho que computador, para ele, nem pra jogar paciência. Fico pensando... como será que eles (os 4, agora 3) gastam as horas de suas vida? Nesse momento, o quê será que estão fazendo (os que estiverem acordados, claro)? Aposto que não estão nem compondo, nem preparando um show, nem rearranjando suas músicas ou as remixando; não se envolvem em causas sociais, não produzem outros artistas (bem, isso eles fazem de 5 em 5 anos), sequer dão uma sapiada pelo site extraoficial de sua banda... Pô, e eu que me achava preguiçoso... Seriam eles sócios de capital de uma mineradora na região dos lagos? :D

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Originally posted by Saville Associate É só a minha opinião, mas a versão de Round and Round tocada na Republic Tour ficou muito, muito boa.Pra variar, só não ficou 100% porque o Bernard 'lazy bastard' Sumner esqueceu ou não quis tocar guitarra....E isso, porque R&R nem é a minha favorita do álbum. Dream Attack também sempre cai bem.

Na Republic Tour eles tocaram do Technique Fine Time,Round & Round e Dream Attack :D

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Acredito que eles ainda tenham seus próprios negócios. Não sei dizer se o bar (ou restaurante, ou boate) em Ibiza ainda existe. Mas apesar de Gillian e Steven terem produzido trilhas sonoras para programas de TV durante a década de 90, é bem provável que todos eles estejam envolvidos com outros projetos. Peter Hook tem ajudado bastante a tal banda Hybrid. Que eu nunca ouvi. É boa?

Pessoalmente (muito pessoalmente), não chego a suspirar por bandas que se envolvem em causas sociais, e confesso que este sempre foi mais um dos atrativos do New Order para mim, apesar do vídeo "Academy" 1987 ter sido gravado durante o dia de combate à AIDS (ou algo assim), e da recente inclusão de Vietnam no álbum em benefício às crianças do Iraque. Tenho sérios questionamentos a respeito da probidade deste tipo de ação.

Se o New Order tem mesmo freqüentado fazenda dos Morris, é bem provável que estejam mais ocupados discutindo do que escrevendo música propriamente dita. O que também faz parte do culto. :thumb:

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Eles também fizeram um show em 86 beneficente para as vítimas daquele baita terremoto no México. :nod:

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Pelo menos eles não correm o risco de se tornarem como o Primal Scream.

Eu até simpatizo com o som deles, mas rock e política... bem, é complicado. Eu não concordo.

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Originally posted by Saville Associate Pelo menos eles não correm o risco de se tornarem como o Primal Scream.Eu até simpatizo com o som deles, mas rock e política... bem, é complicado. Eu não concordo.

também não concordo, acho que cada coisa tem seu lugar, senão, acaba virando um U2, que em cada novo disco defende uma causa e vive se metendo em política...

Deixem a política para os políticos, não sujem a música com essa ladroagem...afinal, eles sempre ficam ricos e nós não..:nonono:

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  • ( Portuñol )Pra eu nao é problema do programacao ( eles tem tudo grabado em o Roland XP-80 , em memoria ou 3 1/2" Disc no mismo equipo), nao tem excusas pra nao tocar essas músicas ( Ej : R&R , Vanishing Point , Etc )
  • Tudo esto se tem um nome : " Nao tocamos porque nao queremos ", ou nao lembran que as tem :laugh::laugh::laugh:
  • Sería muito legal volver a escutar essas Musicas de novo ao vivo.
  • E o tema do as Drogas em a letra das musicas é bastante comun hoje em día...:love: :love: :love: :happytongue: :happytongue: :happytongue:
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Carlos

Seu portuñol evoluiu bastante cara :eek3:

É quase um espanhês :evil4:

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Originally posted by Barton Street 77 CarlosSeu portuñol evoluiu bastante cara :eek3:É quase um espanhês :evil4:

  • " Nadie me comprende ":cry::cry::D
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as músicas do technique tem um monte de programação. é pelo mesmo que não tocam mais The Perfect Kiss, a maior peça de programação da banda.

enquanto as questões sociáis e políticas, eu fiquei bem contente o Barney se expressar no livrinho de Raise The Pressure sobre seus pensamentos políticos e sociáis. e depois ADOREI a letra de Flicker, achei muito bom feita. até aí, pura expressão de pensamento. outra coisa é formar parte de organizações. aí não concordo tanto porque não acho isso expressão mas pressão. formar parte de um grupo de pressão tem mais contras que pros, como Amnesty que por trás do sentimento de ajuda escondía uma logia fechada de "élite" musical e ninguém podía participar a menos que vc fosse Youssou N´Dour, um pobre africano que serve para ter um representante desse continente.

bem, eles participaram também apoiando a greve de mineiros no governo de Thatcher. são pequenas contribuições por coisas específicas. como a participação no War Child. acho que ser pais sensibilizou os caras. aliás uma das crianças NO (a pequena Morris) está doente e tudo isso colabora para que eles decidam tomar conta do assunto.

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Originally posted by NO74 > Originally posted by Barton Street 77 CarlosSeu portuñol evoluiu bastante cara :eek3:É quase um espanhês :evil4:

  • " Nadie me comprende ":cry::cry::D

Não chore, Carlos !! Depois de ler seu post umas 08 vezes eu entendi quase tudo...

E como está a preparação do meu CD ??? :D

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Originally posted by Mauricio Laranjeira > Originally posted by Saville Associate> Pelo menos eles não correm o risco de se tornarem como o Primal Scream.> > Eu até simpatizo com o som deles, mas rock e política... bem, é complicado. Eu não concordo.

também não concordo, acho que cada coisa tem seu lugar, senão, acaba virando um U2, que em cada novo disco defende uma causa e vive se metendo em política...

Deixem a política para os políticos, não sujem a música com essa ladroagem...afinal, eles sempre ficam ricos e nós não..:nonono:

Concordo em gênero, número e grau. Não vejo com bons olhos os artistas que dizem ter "necessidade de passar uma mensagem à sociedade, nas letras". Causas sociais ou socialóides (na maioria dos casos) são pura promoção. Ideológicamente, músicos deveriam ter compromisso somente com a música, óbvio. Assim como os desenhistas com o desenho, os poetas com os versos e prosas, os escultores com a escultura e os artistas plásticos, bem... esses deveriam tentar achar petróleo para desonerar sua produção. Mensagens pessoais ou impessoais nas letras, como o JD, o próprio NO e outras tantas menos "pedintes", são verdadeiramente (boas) exceções ao raciocínio acima. Dessa forma, por que bandas não produzem mais letras tipo "musique non stop technopop" ou "you're much too young"?

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Originally posted by Renato Pinto E tem mais:Na minha opinião, "Fine Time" não só é um estupendo clássico (não só do NO, mas de um gênero inteiro), pela sua estrutura, melodias e efeitos desencontrados, batidas arrasadoras e uma linha de baixo assombrosa no final.É um clássico que antecipou, em no mínimo 4 anos, a onda da nova música eletrônica da déc. de 90, que veio a estourar somente em 1992-93 com Altern 8, Prodigy, Future Sound Of London e outros. Na época (88-89), "música eletrônica" tinha 3 conotações: ou era um EBM belgo-alemão, duro, travado, não-progressivo e inacessível ao gde público, ou, ao contrário, era um acid-house superficial, feito para rádios tipo Jovem Pan, com melodias chicletudas cantadas por mulheres, de onde só se salvava o tsk-tsk e o bumbo. Tinha também a turma do tecnopop, como Cabaret Voltaire, Depeche Mode e Ultravox, que estavam mais pra pop do que pra tecno.Outros "papas" da eletrônica dos 90 só surgiriam BEM depois, como Fatboy Slim (basta lembrar que em 89 o Norman Cook era um mero baixista dos infames Housemartins, aqueles do "pa-pa-pa-papel") e os Chemical Brothers (que pagaram tributo em "Out Of Control").Ou seja, pó pô sequenciadores no lance ao vivo, sem problema nenhum. Pra quem já tocou "Blue Monday" totalmente pré-programado no Top Of The Pops, para uma platéia que só não ficou parada por que o diretor do programa não deixou, o que é programar a melhor dance track do mundo para um show?Aliás, uma pergunta: a poética "letra" de Fine Time é sobre o famoso "trabalho-de-sopro"?

Eu até gosto de "Fine Time" - ao contrário da maioria dos fãs do NO -, mas daí dizer que é um clássico vanguardista é um pouco de exagero.

"Fine Time" veio na onda do acid house do final dos anos 80... depois do estouro do Yazz e outras porcarias, é música de trabalho, mesmo. Foi lançado naquela época em que a Factory produzia um monte de housezinhos babacas. Não por acaso é a primeira faixa do Technique, e foi o primeiro single a ser lançado. É que aqui no Brasil ela nunca tocou, as rádios preferiram "Round & Round", que tem mais a ver com público brasileiro. Em suma, meu ponto de vista é que "Fine Time" está, infelizmente, mais pra Jovem Pan do que para o marco zero de uma "nova e-music".

E como assim, "tinha também a turma do tecnopop, como Cabaret Voltaire, Depeche Mode e Ultravox, que estavam mais pra pop do que pra tecno"? E o NO não é technopop? :scratch:

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Pra mim, New Order sempre foi uma banda de rock, que por ter feito MUITO synthpop (em quantidade E qualidade) na década de 80, se tornou tão ou mais influente do que grupos como o DM, Human League e Ultravox (este último tendo verdadeiramente inovado com uma mistura perfeita de rock+eletrônico anos antes do NO).

É triste o synthpop não ter sobrevivido ao final dos 80s. Hoje os fãs das bandas originais - quantas restaram? O Depeche Mode passou a maior parte da década de 90 fazendo "música negra" eletrônica. O New Order, após Republic, resolveu atender a inúmeros apelos para voltar a fazer um som mais rock, os Pet Shop Boys investiram pesado em dance music (só agora estão retornando a um eletrônico mais convencional), o Erasure não convence mais ninguém e o Soft Cell, apesar de ter lançado um bom álbum... bom, também não convence mais ninguém - precisam recorrer a incongruências como o chamado movimento "Electroclash", que busca resgatar, de forma não muito bem-sucedida, a sonoridade eletrônica dos 80s.

Vamos ver o que acontece se o Duran Duran realmente trouxer de volta a formação original. Mas aí eles eram new romantic, e não tecnopop.

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Concordo com o nosso bom colega Spider, "Fine Time" está mais para acid-house do que para qualquer outra coisa. Em 88 a house havia atingido o seu pico e o New Order foi justificadamente acusado de "pegar carona" nesta moda, isto já naquela época. Rapidinho, rapidinho a música ficou datada... Ou seja, "Fine Time" apontava mais para o passado do que para o futuro.

Mas sou obrigado a admitir que também gosto de "Fine Time"...

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Realmente, Fine Time não chega a ser nada inovadora... mas após 1987 a banda não precisou mais inovar. New Order já havia mostrado a que veio na época.

Como de costume, Fine Time serviu mais uma vez para que eles ajudassem a popularizar um gênero, usando e abusando de toda a sua influência. O que não é nenhum demérito.

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