Igor wrote:
Spider Kombat wrote:
Eu acho NO Story imbatível até o momento. É muito mais despojado, tem uma linguagem muito mais interessante, como por exemplo o Stephen perguntando "ganhamos muito dinheiro com isso, não é, Rob?" e em outra cena o Gretton respondendo: "I have no idea".
O lance de cada um dando depoimento em uma situação diferente (Barney cortando o cabelo, Hooky com os travecos, Stephen rodeado de sintetizadores) é muito bom. A idéia do game show, com o "face a face" com Tony Wilson também é genial (na época a coisa estava quente entre eles).
Eu achei esse documentário do Joy Division muito caretinha, padrãozão mesmo. Acho que poderia ser muito mais ousado, mas o pessoal tem essa coisa muito purista, solene mesmo, em relação ao JD. Uma pena.
Eu acho que pro NO Story ser perfeito tinha que ter menos clipes. Provavelmente a idéia era ser um documentário E coletânea de clipes, mas eu preferia que fosse apenas o primeiro. Afinal, quebra um pouco o ritmo quando vc ta tendo varias entrevistas interessante e vem um clipe tosco de Shellshock quebrando a firma. Mas realmente o resto é genial.
Um documentário do New Order ia com certeza ser mais "colorido" que o do JD. Não tem jeito, quando eu penso em JD eu penso em coisas preto e branco (a estética Saville/Corbjin me contaminou já). Com coisas como Hacienda, Ibiza, Ecstasy e Acid House iam dar um brilho. Se o Michel Gondry gostar de New Order e quiser dirigir eu boto maior fé
Ainda acho exageradamente publicitário e pobre de informações... No segundo bloco, quando aparecem Arthur Baker, John Robie e Quincy Jones, é quase sempre elogio, puxação de saco, rasgação de seda, declarações de amor e, informação que é bom, zero! Não contam como se deu o primeiro contato, curiosidades dos trabalhos de estúdio, nada... E o John Robie fica fazendo sofismo, dizendo que não sabe se o New Order é real ou ilusão e blá-blá-blá... Poderia, sim, ser despojado, informal, etc, mas com conteúdo em vez de bajulação. E teria trocado os clipes pelas outras aparições no "Top of the Pops", ou por mais performances ao vivo, já que no ano seguinte (1994) a mesma Warner fez todo mundo pagar novamente pelos clipes com o VHS do "The Best of New Order"!
O que vale ali, pra mim, é quando Saville e Tony Wilson fazem uma avaliação do papel das capas na identidade visual da banda e da Factory. É o momento mais interessante do documentário...