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Capas adulteradas no Brasil

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Achei tão interessante aquela discussão sobre as edições nacionais dos discos do New Order no Brasil, que decidi fazer um tópico só sobre isto.

Tenho dois casos para apresentar onde as capas tiveram mudanças com relação à original inglesa.

Caso 1: Low Life

Original

Brazuca

Esta é a capa do "Low Life" que foi lançado no Brasil na década de 80 pela WEA. Reparem que a edição nacional está com a palavra "new" em branco ao invés de preto e não existe a faixa cinza nas letras. Nunca vi uma capa destas em nenhuma outra edição no mundo, arrisco a dizer que foi adulterada por aqui mesmo. Para ferrar de vez, ainda tem um logotipo da gravadora com um código no canto superior direito.

Caso 2: Power, Corruption & Lies

Original

Brazuca

Este aqui é o CD do "Power, Corruption & Lies" lançado também pela Warner, no início da década de 90. A capa é igual à da edição americana, com o nome do álbum e do grupo escritos no topo. Outra aberração, desrespeito total à arte de Peter Saville. Será que estes americanos não sabiam que os discos do New Order geralmente não levavam o nome do grupo na capa? Era quase uma marca registrada.

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Pelo que eu sei a adulteraçào das capas do Brotherhood e do Substance causou um certo desconforto segundo a Revista Bizz quando o New Order veio aqui.

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será por isso que eles não querem vir por aqui? :)

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Originally posted by Elázaro Moses Mokrabe Pelo que eu sei a adulteraçào das capas do Brotherhood e do Substance causou um certo desconforto segundo a Revista Bizz quando o New Order veio aqui.

Sim, eu também me lembro de ter lido isto.

Tem outra coisa que esqueci de comentar. A diferença de tonalidade na capa do "Power, Corruption & Lies" é deste jeito que vocês estão vendo, não foi por causa do scanner. A capa americana/brasileira é mais amarelada mesmo (e mais feia na minha opinião).

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Pois é, questões mercadológicas-financeiras sempre falam mais alto do que as artísticas, principalmente aqui no Brasil. Acho que pior ainda foi o que fizeram com a capa do Brotherhood. Entretanto, não posso discordar plenamente dos detentores dos direitos fora da europa. Vejamos: está claro que uma das marcas registradas do trabalho de Saville ao New Order era a ausência do nome da banda na capa frontal. Pelo menos na déc. de 80, isso era um típico caso de "how cool is coldness". Entretanto, em países cujo conceito de "frieza" não era entendido pelo público-alvo (no caso do Brasil, a WEA parece-me que nunca soube classificar com exatidão o público do NO, se underground ou popular, mesmo na época de maior sucesso -- 87-90), ficaria difícil vender um produto direcionado ao grande público sem um identificação clara esespecífica. Devem ter largado o negócio na mão de um diretor de arte tupiniquim que não sabia desenhar nem uma linha torta. Aí surgiram as aberrações já citadas. Pelo visto, a quantidade de críticas da imprensa (e da própria banda) fez com que, na déc. de 90, o problema fosse corrigido na fonte (caso de Republic e seus singles: "A New Order Release"), embora o NO já não fosse mais um produto às massas. Ainda assim, o Get Ready tem a identificação na lombada. Na verdade, esse tipo de postura foi assumida pela própria banda (e por Saville), gerando tais discrepâncias artísticas: como vender bastante se temos uma postura anticomercial? Bem, melhor mesmo é se Mr. Saville ligar para mim, fecharmos uma parceria e eu começarei a produzir a conceituação gráfica dos seus trabalhos no Brasil.

Alô, Peter Saville, aquele abraço. :hi:

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