Spider Kombat wrote:
Seguem as músicas e os comentários sobre o excelente CD gravado pelo Aracri:
Opa, que bom mesmo que, no geral, o disco agradou... Quanto às faixas que você não gostou, não esquenta... "Cabra-cega" é assim mesmo, né? O importante é que o saldo geral foi positivo. Não resisti e decidi citar alguns detalhes extras sobre os seus comentários, como fez o Papillon, ok?
01 – “Power of Spirit” – Norma Loy – como muitas das bandas que o Aracri gravou, esta é uma de que eu nunca ouvi falar. O som é bem gothic rock, e soa como um Nick Cave cantando pro Siouxie And The Banshees. Achei bem legal.
É uma banda francesa... Não costuma ser rotulado necessariamente de gótico, porque na verdade faz parte de uma excelente safra da "french cold wave". A faixa é considerada um hit na Europa, saiu originalmente em 1987.
02 – “Emigree” – Disco Inferno – banda com nome de música (aliás, uma música que adoro), mas que, ao menos nesta faixa, não tem nada de disco. Essa eu adorei, achei o som interessantíssimo, etéreo e melódico.
03 – “Calcutta” – The Names – essa foi uma das que eu mais gostei. Muito bom o som, bem goth (acho que o Aracri é desses que se veste de vampiro por aí wink)... tem um quê de Violeta de Outono, sei lá...
Se eu estiver errado, o Ricardo talvez possa me corrigir... Disco Inferno e The Names são duas bandas pós-punk que pertenciam ao cast da Factory Records. Conheci quando uma amiga fez uma monografia de faculdade sobre pós-punk. Essas coisas dificilmente são conhecidas no Rio.
04 – “Trisomie 21” – The Last Song – outro som de dia das bruxas. O vocalista é ruim (muito ruim), mas a faixa tem um clima legal, e uma linha de baixo da escola Hooky de baixistas. Gostei da percussão também.
Essa banda também é um pouco mais conhecida em Sampa. Outro representante da cold wave francesa. O mais curioso é que já vi serem comparados com o New Order no site "Autobahn"!
05 – “Playgirl” – Ladytron – irado. Já ouvi falar desses caras, vi entrevistas na TV, mas nunca me mexi pra descolar (leia-se baixar) um álbum deles. Fiquei na pilha de ir pra Sampa assisti-los (na realidade eu queria rever o 2 Many DJs), mas o orçamento ficou comprometido com a turnê do New Order... prioridade é prioridade. Muito legal mesmo. Fico sempre viajando no começo da música, ela me lembra MUITO uma música do INXS chamada “The One Thing”, me pergunto se foi sampleada.
Também só conhecia de nome, até o dia em que o Ricardo deu o aval e recomendou. Baixei e curti muito! Agradeça a ele também...
06 – “Die Electro Voice” – The Low Frequency In Stereo – achei meia-boca. Na realidade, parece uma música pop instrumental version, fico sempre esperando a hora em que alguém vai cantar, e nunca acontece... não curti muito.
Tô na fase The Low Frequency in Stereo, baixei dois discos deles. Tudo o que eles fazem é instrumental.
07 – “Classical” – The Fall – sempre quis conhecer melhor o som do The Fall, nunca tinha ouvido nada dos caras. Bem interessante, vou correr atrás de outras coisas.
Banda pós-punk clássica. Algumas músicas demoram a "descer redondo" no início, mas depois compensa!
08 – “Personal Jesus” – Johnny Cash jump – eu sou fã de carteirinha do cara, então sou suspeito. Nunca tinha ouvido essa versão – é uma das músicas que mais gosto do Depeche Mode – e achei que a cover ficou fodaça. Porque o Johnny Cash é foda.
Ouvi a primeira vez antes do show do Echo & The Bunnymen (ano passado) começar, estava tocando no P.A. E olha que eu fiquei em dúvida se colocava ou não a música!
09 – “Underworld” – Elegia – essa banda, além de ter nome de música, gravou música com nome de banda. Não gostei. Aracri, acho que vc gravou uma faixa com duas músicas aqui... a música acaba, depois tem uma pausa e começa uma outra esquisitíssima, parece um cara narrando um páreo no jóquei ou um jogo de futebol, sei lá, com um som de fundo tipo um Cabaret Voltaire do quinto dos infernos. Bizarro.
A faixa tem uma vinhetinha esquisita mesmo depois de uns segundos de silêncio no final. É um gótico de escola mais moderna... A banda é de São José dos Campos e, acredite, quando estiveram tocando aqui no Rio desbancaram uma bandinha cover muito furreca do Joy Division!
10 – “Ápice” – Vzyadoq Moe – som de banda de garagem adolescente, inaudível. Olha o que eu achei na incrível webpage “Enciclopédia de Sorocaba”: “O Vzyadoq Moe foi uma banda muito peculiar, a começar pelo seu nome que nada significa a não ser um sorteio de letras, seguindo a receita de Tristán Tzara para se fazer um poema dadaísta. (...) As influências iniciais, que moldaram a música do Vzyadoq Moe, vieram do cinema expressionista alemão, da poesia de Augusto dos Anjos e dos livros de Clarisse Lispector, que definem toda a teatralidade do som e das apresentações da banda”. Fala sério. Com todo o respeito.
Essa descrição é exagerada mesmo... Mas eu curto algumas coisas de noise rock. Mas poderia ter sido melhor gravado mesmo. Mas há um detalhe: foi ripado de uma cópia em vinil, pois é uma banda dos anos 80.
11 – “Hi-Speed Boats” – Mercury Rev – outra banda que eu já tinha ouvido falar, sem nunca ter escutado nada. Acho que eu não tenho mais saco pra bandas indie. Tô ficando velho, mesmo.
Eu tô descobrindo essa fase inicial do MR agora... Só conhecia a partir do "Deserter's Songs".
12 – “Follow The Leaders” – Killing Joke – gostei muito! Tem um som parecido com a faixa do Trisomie 21, já me liguei que o Aracri gosta de um batuque.
Killing Joke é clássico, né? Dessa fase então... Hoje em dia eles caíram pro metal e ficou chato.
13 – “Hopeless” – The Future Bible Heroes – musiquinha pegajosa e tra-la-lá. E também irresistível! music listener Certamente uma das mais legais do CD, pop de primeira, o vocal é afinadíssimo, coisa fina, mesmo. Me amarrei.
Pra mim foi surpresa... Não esperava que você fosse gostar tanto! Outra que tive dúvida se colocava ou não.
14 – “Flower To Hide” – Catherine Wheel – idem comentários da faixa 11.
15 – “Going Missing” – Maximo Park – rock comercial fraco. Na minha humilde opinião.
Catherine é bastante shoegaze, acho que só gosto dessa que gravei mesmo. Já o Maximo Park é da nova safra new-new-wave... Vi no Top of the Pops! 
16 – “Godstar” – Psychic TV – Curti muito o som, o refrão gruda na cabeça e não sai mais. Bem interessante.
A velha escola eletrônica de Sheffield não falha... Mas acho o Psychic TV mais acessível que Cabaret Voltaire ou Throbbing Gristle, acho que isso explica porque você curtiu.
17 – “Tax Jam Pollution” – CCC – da série “como estragar um clássico”. O cara mistura “Taxman” dos Beatles com Beck (eu acho que é Beck), entre outras coisas, fez um samba do crioulo doido bizonho. Alguém devia multar esse cara e proibi-lo de remixar qualquer coisa novamente. Decepem as mãos dele, se necessário. Behead Mashups são muito complicados, é difícil fazer um sem que soe esquisito.
É, o cara misturou "Taxman" com "New Pollution" (Beck) e "Stop!" (The Jam), porque as três têm o mesmo riff de baixo! Eu fiquei doido quando ouvi a primeira vez, mas sei que mash ups é "ame-o ou deixe-o", mas achei que valia a pena arriscar! 
O "Guerrilla!" é simbólico... Me lembra resistência, ser "contra", fugir do lugar-comum... Modestamente, foi o que tentei fazer nesse CD! 
Um Feliz 2007 para você e sua família também!