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Interpol

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Nosso Amado Moderador pediu que comentássemos o Interpol, né? Bem, que posso dizer que os próprios não digam? :D

http://pitchforkmedia.com/interviews/i/interpol-02

Pena que esteja em inglês, mas o mundo virtual em que vivemos não é perfeito! Quanto a mim, posso dizer que a última vez que me senti tão apaixonado por uma banda foi com o Radiohead... em 1993!

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E quanto a mim, a última vez que fiquei tão apaixonado por uma banda foi com o Nirvana (?!) em 1991! Sim, eu já gostei muito do Nirvana. Hoje em dia não costumo mais ouvir, mas continuo respeitando a banda.

De volta ao Interpol, há tempos que não ouvia um disco que me deixasse tão empolgado. Me senti como um adolescente de novo, ouvido o disco uma vez, duas, três, quatro, cinco... Sem me cansar. Como na época em que descobri Joy Division, Smiths, Jesus And Mary Chain...

Se fizesse a crítica do disco para a revista, daria 5 estrelinhas sem pestanejar (quem acabou fazendo a resenha do "Turn On The Bright Lights" foi o genial Humberto Finatti que no entanto deu "só" 4).

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Puxa vida, quantas respostas!

Pelo visto, só eu e o Jorge conhecemos o Interpol por aqui... :shrug:

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Acho que o resto do pessoal está pensando no Interpol- International Police e está com medo de ficar fichado! :lol:

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Desculpe a modéstia mas conheço o Interpol tem quase um ano. :)

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Se vocês não estivessem pavoneando ignorãncia já falei de interpol trinta e sei mil e qurenta e quatro mil vezes. Claro que "turn on on the bright lights" (stella...)é o melhor disco nostalgia, mas não passa disso. 5 Estrelas na mesma e obrigatório na lista dos pequenos mitos da musica pop/rock. Obrigatório ouvir: Mickey 3D, J gabriel (obrigado ao Brasil pela dica) Arid, Muse, Venus, Bowie, Cousteau e duas ou 3 coisas dos Placebo. quote]Originally posted by Denial_1963 Desculpe a modéstia mas conheço o Interpol tem quase um ano. :)

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Conheço Interpol há quase um ano. Não gosto de Interpol há quase um ano. Tem gente que comparou com Joy Division, o que eu acho piada - de mau gosto.

Eu também gostava muito do Radiohead dos idos de 1993 até 1997. Aí virou um Pink Floyd porra-lôca. Comprei o último CD deles "às cegas" na esperança do Thom ter voltado ao normal. No próximo só levo depois de ouvir o CD inteiro na loja. :evil4:

Fica aí o desabafo...

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Originally posted by Real deal with Bill Mcneal Conheço Interpol há quase um ano. Não gosto de Interpol há quase um ano. Tem gente que comparou com Joy Division, o que eu acho piada - de mau gosto.Eu também gostava muito do Radiohead dos idos de 1993 até 1997. Aí virou um Pink Floyd porra-lôca. Comprei o último CD deles "às cegas" na esperança do Thom ter voltado ao normal. No próximo só levo depois de ouvir o CD inteiro na loja. :evil4:Fica aí o desabafo...

Bom, pelo menos você postou alguma coisa aqui no fórum em português.

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Oi Ricardo.

Desculpe se pareceu um pouco áspero, é que eu me empolguei na crítica do Radiohead :D

Eu tenho umas músicas do Interpol dadas por um amigo meu, e mesmo com gravador de CD eu não me animei até hoje em gravar. Eles se parecem mais com Strokes e Doors do que com Joy Division. Como eu não gosto de Strokes nem de Doors (sim, eu não gosto de Doors), então eu "passo".

É banda americana. E eu odeio o estilo americano.

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Originally posted by Real deal with Bill Mcneal Oi Ricardo.Desculpe se pareceu um pouco áspero, é que eu me empolguei na crítica do Radiohead :DEu tenho umas músicas do Interpol dadas por um amigo meu, e mesmo com gravador de CD eu não me animei até hoje em gravar. Eles se parecem mais com Strokes e Doors do que com Joy Division. Como eu não gosto de Strokes nem de Doors (sim, eu não gosto de Doors), então eu "passo".É banda americana. E eu odeio o estilo americano.

Doors é foda. vc fala desse balneário mesmo?

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Só sei que nesse balneário é cheio de deusas maravilhosas :D

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Sim, eu falo daqui onde eu digo que eu falo - que é daqui. :P

Quem quiser pode vir. Tem um sofá que vira cama, como diria Homer Simpson. Hoje eu voltei às 6:00 da manhã. Fui num lugar aqui que só abre de vez em quando - é de lua o negócio...

Júlio, realmente tem muita mulher bonita aqui, mas elas só dão bola para rapazes fortes, bonitos, saudáveis e com aspecto nórdico como eu :D

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Júlio, realmente tem muita mulher bonita aqui, mas elas só dão bola para rapazes fortes, bonitos, saudáveis e com aspecto nórdico como eu :D

Sei,acredito. :lol:

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Vc sempre viveu nesse balneário ou vou parar por aí por acaso. Como conhecestes o New Order?

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Não, estou morando aqui há quase um ano. fica a 90km de minha cidade natal e a 90km de Florianópolis - cidade de onde eu vim. Acredite se quiser, vir pra cá, em termos de cidade, foi uma regressão :)...

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Originally posted by Real deal with Bill Mcneal Não, estou morando aqui há quase um ano. fica a 90km de minha cidade natal e a 90km de Florianópolis - cidade de onde eu vim. Acredite se quiser, vir pra cá, em termos de cidade, foi uma regressão :)...

Eu já fui para Balneário Camboriú uma vez mas não gostei muito, me lembrou o Guarujá. Em Santa Catarina prefiro Porto Belo (ou Bombinhas, agora que separou) ou a própria Florianópolis. :)

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"turn on on the bright lights" (stella...)é o melhor disco nostalgia, mas não passa disso.

Acho interessante quando um grupo consegue usar influências do passado para criar um som novo e pessoal.E,dessa forma, explicar ou expandir o passado. Eco &the bunnymen e jesus & mary chain fizeram isso com o valvet underground. Infelizmente este não é o caso do Interpol,na minha opinião. Preciso concordar com o Augusto.Eles não são muito mais do que nostalgia.

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Viram o Supercine de sábado (Psicopata americano). No Filme tocou Touched by the Hand of God ou True Faith? Eu sei que TF faz parte da trilha , mas um amigo meu falou que tocou TBTHOG no começo do filme é verdade?

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Originally posted by Denial_1963 Viram o Supercine de sábado (Psicopata americano). No Filme tocou Touched by the Hand of God ou True Faith? Eu sei que TF faz parte da trilha , mas um amigo meu falou que tocou TBTHOG no começo do filme é verdade?

Eu falei sobre isso no tópico "NO & literatura". A música é "true faith" e o filme é baseado no livro de Bret Easton Ellis.

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Originally posted by Denial_1963 Viram o Supercine de sábado (Psicopata americano). No Filme tocou Touched by the Hand of God ou True Faith? Eu sei que TF faz parte da trilha , mas um amigo meu falou que tocou TBTHOG no começo do filme é verdade?

Sim, passa logo no início do filme durante mais ou menos um minuto quando o protagonista está em uma discoteca.

Este filme é tão mal feito que ele é ambientado em 1987 mas tocam várias músicas que foram feitas depois: "Simply Irresistible" do Robert Palmer (1988), "Pump Up the Volume" do MARRS (1988), "If You Don't Know Me By Now" do Simply Red (1989) e "What's On Your Mind" do Information Society (1988).

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Alguem aqui sabe o titulo desse filme em inglês ?

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Originally posted by Love Will Tear Us Apart Alguem aqui sabe o titulo desse filme em inglês ?

American psycho. :)

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Este filme é tão mal feito que ele é ambientado em 1987 mas tocam várias músicas que foram feitas depois

Você não achou o filme nem um pouco interessante,Ricardo? Acho interessante como o autor Ellis consegue retratar nos seus livros, o vazio de algumas relações sociais(na L.A do início dos anos 80,especificamente),sempre com muito cinismo e senso de humor. O filme conseguiu manter o clima do livro,na minha opinião.Claro que o livro é melhor.

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Originally posted by 242sumner Você não achou o filme nem um pouco interessante,Ricardo?

Quando li a sinopse do filme, parecia ser interessante porque pensei que se tratava de uma crítica aos yuppies dos anos 80. O filme começa bem, até quando o cara mata o colega de trabalho porque ele tinha um cartão de visitas mais bonito do que o dele. Depois que vira uma matança desenfreada realmente não dá mais para engolir.

Mas cinema é uma arte do diretor, até acredito que o livro seja bom.

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Andrei,

Tira essa foto do Seu Madruga daí.Eu não consigo parar de rir cara.Muito engraçado essa.Você é uma figura,meu :lol:

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Só que se bem entendo do pouco que vi do filme : metade para o final , o cara delirava e pensava que matava as pessoas não?

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Gente voltando ao INterpol: Ontem na MTV latina (bem melhor que a nossa MTV diga-se de passagem) passou o clipe de obstacle 1 do INterpol, muito legal.

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O filme começa bem, até quando o cara mata o colega de trabalho porque ele tinha um cartão de visitas mais bonito do que o dele. Depois que vira uma matança desenfreada realmente não dá mais para engolir. Mas cinema é uma arte do diretor, até acredito que o livro seja bom.

Se você não gostou,tudo bem. Filmes são mesmo uma questão de gosto. Eu me lembro que me diverti muito no cinema quando assisti.Eu já tinha lido o livro e achei que a diretora conseguiu manter o senso de humor irônico,que permeia todo o filme. o filme tem violência sim,mas é tipicamente "pulp",ou seja,estilizada e exagerada.E por isso,acaba ficando engraçado tambem. O foco principal do filme,contudo,está na psicologia do personagem principal,bem como no vazio das relações sociais dos yuppies.

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Música para (re)fazer história

Joy Division e Echo & The Bunnymen foram apenas duas das bandas a encharcar o rock britânico de angústia e melancolia nos anos 80. O som, que marcou época e geração, agora surge reciclado. E do outro lado do Atlântico. Os responsáveis por isso vêm da cosmopolita Nova York e assinam com o nome de Interpol. O primeiro álbum, o badalado Turn On The Bright Lights, acaba de ser lançado no Brasil. O guitarrista e fundador do quarteto, Daniel Kessler, bateu um papo com o Bacana e falou sobre rótulos, composições e a vontade de tocar no Brasil - o que pode vir a acontecer até o final do ano.

Terninhos bem cortados e melancolia importada dos sons britânicos formam a dobradinha de sucesso do Interpol

A cada ano – às vezes a cada seis ou três meses – a mídia musical, principalmente as norte-americana e inglesa, elege um artista ou grupo como "o salvador" do rock mundial, ainda que não se tenha diagnosticado ao certo que doença é esta que vem exigindo cura milagrosa. Strokes, White Stripes e Vines e Hives já fizeram parte desta lista efêmera que garante os primeiros lugares nas paradas de sucesso, capas de revistas especializadas em todo o mundo, boas vendagens de discos e os tais 15 minutos de fama a que todos temos direito.

Desde agosto do ano passado, o Interpol vem ocupando este lugar com o ótimo álbum de estréia, Turn On The Bright Lights, lançado pela Matador e por aqui pela Trama. A posição vem rendendo uma longa turnê pelos Estados Unidos, devendo chegar à Europa até o final deste semestre - podendo ainda passar ainda pela América do Sul. A banda faz parte da emergente cena novaiorquina, que já soltou Radio 4 e The Yeah Yeah Yeahs, ambos ainda não muito conhecidos pelo público brasileiro.

"Na verdade esta tal cena que a mídia fala que existe em Nova York já rola há muito tempo, mas só agora foi descoberta. São boas bandas que fazem um bom trabalho, cada qual ao seu estilo. Acho que fazemos parte deste grupo e nos identificamos com ele", disse em entrevista por telefone, durante a turnê americana, o guitarrista e fundador do grupo, Daniel Kessler.

A semelhança com o som tocado pelas bandas britânicas na década de 80 é a principal característica do Interpol. "Eu acho que as pessoas podem dizer o que quiserem. Não nos importamos com isso. O que quero dizer é que não fizemos um disco premeditadamente referente ao pop inglês da década de 80 ou o que quer que fosse. Quando se está gravando o primeiro álbum, ainda não está definido o que se quer e como fazer isso da melhor forma. Talvez haja essas referências, tudo bem. Mas isso não quer dizer que terá de ser assim daqui para a frente", explica.

Concorde ele ou não, o fato é que é quase impossível escutar faixas como "Stella Was A Diver And She Was Always Down" ou "Obstacle" sem lembrar nomes como Joy Division, New Order, Smiths ou Echo & The Bunnymen. "Ouço música daquela época, mas também escuto coisas das décadas de 60 e 70 e isso também acaba influenciando nosso trabalho", diz Daniel, que prefere deixar os rótulos para os críticos.

Formado por Paul Banks (vocais e letras), Daniel Kessler (guitarra e vocais), Carlos D (baixo) e Sam Fogarino (bateria), o Interpol surgiu no final de 1998, na Universidade de Nova York. O guitarrista, que desde os 14 anos já sabia o que era fazer música, usou o velho esquema que deu origem a tantas bandas através dos anos: anúncios no mural da faculdade à procura de quem quisesse formar uma banda de rock. Mas não foi apenas a qualidade musical dos concorrentes que foi levada em consideração. O estilo de cada um também contava muitos pontos. Banks, por exemplo, foi escolhido vocalista também por sua franja e, até hoje, os integrantes se apresentam sempre vestidos a rigor. Nada dos ternos propositalmente mal cortados do Hives mas, sim, peças com o caimento impecável.

Daniel, em contrapartida, argumenta que nada disso foi pensado. Segundo ele, todos já se vestiam assim quando os conheceu. "Não precisamos chamar a atenção por nossas roupas", adverte. E ele tem razão. As letras, em sua maioria falando de amor, são um de seus trunfos, impregnadas de angústia e sentimento. "Esse negócio de não colocar as letras no encarte do disco foi, na verdade, uma escolha do Paul. Colocamos as letras no nosso site e quem tiver curiosidade pode acessar. Mas acho legal que as pessoas escutem o disco sentindo a música, sem se preocupar tanto com o que estamos dizendo", conta o guitarrista.

As 13 músicas do CD, assinadas apenas com o nome da banda, tiveram realmente a participação dos quatro integrantes. "As letras costumam ficar a cargo do Paul mas, de resto, acho que acabamos fazendo tudo junto mesmo. Eu, por exemplo, chego com um riff de guitarra ou uma melodia e os outros vão acrescentando seus instrumentos. Gosto da maneira que trabalhamos. É uma coisa democrática, que dá liberdade a cada um expressar a música como sente".

Ao vivo eles têm surpreendido em shows sempre lotados e devem ter vaga garantida nos festivais de verão que a partir de junho começam a percorrer os Estados Unidos e Europa. Por aqui, os brasileiros terão de esperar um pouquinho para assistir ao quarteto. "Pelos próximos meses, acho difícil que isso aconteça. Estamos em turnê e a agenda estácheia. Mas talvez, mais para o fim do ano, possamos aparecer por aí. Tenho amigos no Brasil e conheço um pouquinho da cultura do país. Temos vontade de tocar por aí, sim", conclui Kessler.

A cada ano – às vezes a cada seis ou três meses – a mídia musical, principalmente as norte-americana e inglesa, elege um artista ou grupo como "o salvador" do rock mundial, ainda que não se tenha diagnosticado ao certo que doença é esta que vem exigindo cura milagrosa. Strokes, White Stripes e Vines e Hives já fizeram parte desta lista efêmera que garante os primeiros lugares nas paradas de sucesso, capas de revistas especializadas em todo o mundo, boas vendagens de discos e os tais 15 minutos de fama a que todos temos direito.

Desde agosto do ano passado, o Interpol vem ocupando este lugar com o ótimo álbum de estréia, Turn On The Bright Lights, lançado pela Matador e por aqui pela Trama. A posição vem rendendo uma longa turnê pelos Estados Unidos, devendo chegar à Europa até o final deste semestre - podendo ainda passar ainda pela América do Sul. A banda faz parte da emergente cena novaiorquina, que já soltou Radio 4 e The Yeah Yeah Yeahs, ambos ainda não muito conhecidos pelo público brasileiro.

"Na verdade esta tal cena que a mídia fala que existe em Nova York já rola há muito tempo, mas só agora foi descoberta. São boas bandas que fazem um bom trabalho, cada qual ao seu estilo. Acho que fazemos parte deste grupo e nos identificamos com ele", disse em entrevista por telefone, durante a turnê americana, o guitarrista e fundador do grupo, Daniel Kessler.

A semelhança com o som tocado pelas bandas britânicas na década de 80 é a principal característica do Interpol. "Eu acho que as pessoas podem dizer o que quiserem. Não nos importamos com isso. O que quero dizer é que não fizemos um disco premeditadamente referente ao pop inglês da década de 80 ou o que quer que fosse. Quando se está gravando o primeiro álbum, ainda não está definido o que se quer e como fazer isso da melhor forma. Talvez haja essas referências, tudo bem. Mas isso não quer dizer que terá de ser assim daqui para a frente", explica.

Concorde ele ou não, o fato é que é quase impossível escutar faixas como "Stella Was A Diver And She Was Always Down" ou "Obstacle" sem lembrar nomes como Joy Division, New Order, Smiths ou Echo & The Bunnymen. "Ouço música daquela época, mas também escuto coisas das décadas de 60 e 70 e isso também acaba influenciando nosso trabalho", diz Daniel, que prefere deixar os rótulos para os críticos.

Formado por Paul Banks (vocais e letras), Daniel Kessler (guitarra e vocais), Carlos D (baixo) e Sam Fogarino (bateria), o Interpol surgiu no final de 1998, na Universidade de Nova York. O guitarrista, que desde os 14 anos já sabia o que era fazer música, usou o velho esquema que deu origem a tantas bandas através dos anos: anúncios no mural da faculdade à procura de quem quisesse formar uma banda de rock. Mas não foi apenas a qualidade musical dos concorrentes que foi levada em consideração. O estilo de cada um também contava muitos pontos. Banks, por exemplo, foi escolhido vocalista também por sua franja e, até hoje, os integrantes se apresentam sempre vestidos a rigor. Nada dos ternos propositalmente mal cortados do Hives mas, sim, peças com o caimento impecável.

Daniel, em contrapartida, argumenta que nada disso foi pensado. Segundo ele, todos já se vestiam assim quando os conheceu. "Não precisamos chamar a atenção por nossas roupas", adverte. E ele tem razão. As letras, em sua maioria falando de amor, são um de seus trunfos, impregnadas de angústia e sentimento. "Esse negócio de não colocar as letras no encarte do disco foi, na verdade, uma escolha do Paul. Colocamos as letras no nosso site e quem tiver curiosidade pode acessar. Mas acho legal que as pessoas escutem o disco sentindo a música, sem se preocupar tanto com o que estamos dizendo", conta o guitarrista.

As 13 músicas do CD, assinadas apenas com o nome da banda, tiveram realmente a participação dos quatro integrantes. "As letras costumam ficar a cargo do Paul mas, de resto, acho que acabamos fazendo tudo junto mesmo. Eu, por exemplo, chego com um riff de guitarra ou uma melodia e os outros vão acrescentando seus instrumentos. Gosto da maneira que trabalhamos. É uma coisa democrática, que dá liberdade a cada um expressar a música como sente".

Ao vivo eles têm surpreendido em shows sempre lotados e devem ter vaga garantida nos festivais de verão que a partir de junho começam a percorrer os Estados Unidos e Europa. Por aqui, os brasileiros terão de esperar um pouquinho para assistir ao quarteto. "Pelos próximos meses, acho difícil que isso aconteça. Estamos em turnê e a agenda estácheia. Mas talvez, mais para o fim do ano, possamos aparecer por aí. Tenho amigos no Brasil e conheço um pouquinho da cultura do país. Temos vontade de tocar por aí, sim", conclui Kessler.

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Concorde ele ou não, o fato é que é quase impossível escutar faixas como "Stella Was A Diver And She Was Always Down" ou "Obstacle" sem lembrar nomes como Joy Division, New Order, Smiths ou Echo & The Bunnymen.

Ricardo tem como vc me mandar os mp3 dessas 2 ?

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